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Ao longo de todo este tempo aprendi que a vida nem sempre é como idealizamos, e queríamos que ela fosse.
Ao longo do meu caminho tenho encontrado muitas pessoas, umas acessíveis outras nem tanto.
Quando conhecemos as pessoas, simpatizamos com elas, e privamos com elas, ficamos a saber um pouco da sua maneira de ser, de pensar, do modo como vivem.
À medida que o tempo passa, tornamo-nos próximos delas, das pessoas com quem nos identificamos, ou com quem queremos aprender algo de útil para a vida. Com o decorrer das horas, dos dias, dos anos, e sem nos apercebermos, criam-se laços, que nos aproximam e nos preenchem o interior.
São partilhados segredos, dados conselhos e opiniões.
É com essas pessoas que gostamos de estar, de partilhar os nossos medos, segredos, dúvidas, essas pessoas, mesmo não estando perto de nós, continuam no nosso coração e na nossa mente, tornando-se inesquecíveis, porque nos souberam ouvir, respeitar, incentivar, por vezes também nos gritaram, quando não tínhamos razão, ou quando fechávamos os olhos à realidade que à nossa volta existe. São essas pessoas que apesar de nos gritarem, de serem duras connosco, são elas que nos fazem felizes. São amigos sinceros, verdadeiros, pessoas com quem podemos contar quando estamos tristes, ou quando precisamos de ajuda.
Quando nos apegamos às pessoas, nos tornamos muito próximos, depois quando algo na vida muda o rumo e temos de nos separar, é difícil aguentar as saudades, a ausência que essas pessoas nos fazem.
Mas se essa amizade for realmente invencível sobrevive à distância, por muito grande que ela seja.
E um dia mais tarde poderemos juntar-nos e reflectir nos bons momentos que passámos juntos.
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